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Transformar a Economia dos Açores

Para além de apoiarmos as famílias e empresas açorianas a recuperarem desta crise global, devemo-nos preparar para nos adaptarmos e resistirmos a futuras situações de crise. O Governo dos Açores pretende, de forma sustentada, construir uma Região ambientalmente sustentável, que caminhe para a neutralidade carbónica, integrada no mercado único aprofundado e mais digital, assente numa recuperação justa e inclusiva, transformando a economia dos Açores numa economia mais resiliente. Os Açores, com todo o seu esplendor natural e cultural, podem ser assim uma referência.

A transformação da nossa economia operacionalizar-se-á através do reforço, na capacidade e qualidade, das cadeias de produção local e de distribuição regional e nacional, para valorização dos produtos açorianos, conjugada com a promoção de uma economia mais circular, com preocupações ambientais e fortemente assentes na exploração sustentada dos recursos agrícolas e marinhos. Por outro lado, será suportada pelas transições digital e ecológica, por via das novas e emergentes tecnologias e das energias renováveis, fatores atualmente fundamentais para se caminhar no sentido do futuro.

Aumentar a resiliência da economia

A situação extrema pela qual a nossa sociedade passou, causou uma "tensão" de extrema magnitude na economia a nível global. Esta tensão verificou-se ao nível da capacidade da oferta de alguns produtos, cuja procura aumentou a um ritmo nunca antes assistido, num espaço de tempo tão curto. Esta situação originou que várias economias nacionais "lutassem" pelas reservas de determinados produtos, deixando clara a dependência de países terceiros no que ao fornecimento de bens diz respeito. Por outro lado, a nível nacional e regional, esta situação induziu e realçou a capacidade inventiva e de adaptação de algumas empresas, uma vez que conseguiram alterar as suas cadeias de produção de forma a dar resposta a algumas necessidades, por exemplo, na produção de ventiladores, líquido desinfetante assético, máscaras sociais, viseiras, entre outros.  
O Governo dos Açores propõe-se a fomentar o aumento da resiliência da economia açoriana, assente nas premissas europeias das transições digital e ecológica e no incremento e valorização de uma economia mais circular, com o objetivo final de reduzir a dependência de entidades terceiras (exteriores à Região).

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Fomentar as economias circular, verde e azul

O aumento da resiliência de uma economia assenta, não apenas, na capacidade de adaptação rápida das empresas a novas realidades e necessidades, mas também no aumento da autonomia das cadeias de valor, nomeadamente, as cadeias de valor estratégicas, incluindo aquelas sustentadas na utilização de produtos endógenos provenientes da terra e do mar, associada à redução das suas pegadas ecológicas. Neste sentido, as medidas apresentadas visam a implementação de cadeias de valor que não dependam ou, não sendo autónomas, dependam o estritamente necessário de fornecedores externos à Região e ao País. Consegue-se assim, além de fomentar a especialização e valorização dos produtos regionais, incentivando o seu consumo interno e externo (nacional e internacional), contribuir para a diminuição do risco associado a fatores externos à Região e para a criação de emprego nos Açores, valorizando-se os recursos (humanos e naturais) açorianos.

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Incentivar a transição digital

Hoje em dia, qualquer economia saudável adota naturalmente "o digital" como modelo de relacionamento centrado nas pessoas. A pandemia COVID-19 veio demonstrar que é essencial adotar este modelo transversalmente. Todos os setores tiveram de se adaptar às novas circunstâncias. Aqueles que se adaptaram e assumiram o digital como uma extensão da sua operação conseguiram minimizar o impacto da pandemia. Do teletrabalho à comercialização de produtos online com entrega direta em casa, a transição para o digital é possível e é benéfica. As medidas identificadas visam capacitar as pessoas (e as empresas) na adoção das ferramentas digitais e, também, na incorporação de novas e  inovadoras tecnologias como a inteligência artificial, a cibersegurança, a supercomputação e a computação em nuvem em setores estratégicos, para valorizar os produtos e serviços oferecidos. 

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Incentivar a transição ecológica

Tal como a transição digital é benéfica sob o ponto de vista da resiliência dos negócios, a transição ecológica, em harmonia com uma forte economia circular, é fundamental para a sustentabilidade e resiliência ambiental. Pretende-se, com as medidas elencadas neste subeixo, implementar uma estratégia forte, posicionando os Açores, a nível global, como um centro experimental - Laboratório Vivo - na área das energias renováveis, assumindo-se como uma forte componente a mobilidade elétrica (terrestre, marítima e aérea), assente na produção de hidrogénio limpo, em alinhamento com a Nova Estratégia Industrial para a Europa. Por outro lado, a transição ecológica ocorre também ao nível da exploração dos recursos naturais que os Açores nos oferecem. Outro setor muito relevante a ter em consideração é o da Construção Civil, nomeadamente no que toca à renovação dos edifícios e infraestruturas assentes em técnicas e materiais ambientalmente sustentáveis. 

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